29 de Março de 2016 | Atualizado em 24 de Maio de 2022
Por Assessoria de Comunicação SESAPI - secsaudepi@gmail.com

Doação de órgãos e tecidos para transplantes é tema de capacitação

A meta é formar multiplicadores das informações relativas ao processo de doação.

Com 19 captações de múltiplos órgãos, 181 transplantes de córneas e 27 de rins em 2015, o Hospital Getúlio Vargas(HGV) realiza capacitação para sensibilizar a doção de órgãos e tecidos para transplantes. Para isso, iniciou hoje (29) e prossegue até sexta-feira (01), curso de Capacitação em Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, voltado a médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e estudantes.

“Nossa meta é fazer desses profissionais multiplicadores na disseminação das informações relativas ao processo de doação. Pois mesmo que não façam parte das nossas equipes de captação, que atuem como notificadores de potenciais doadores”, explica o coordenador de enfermagem da OPO, Gilson Cantuário.

Para a coordenadora da Central de Transplantes, Maria de Lourdes Veras, o maior desafio, hoje, é informar e, principalmente, conscientizar a população sobre o que é e como se dá o processo de doação, pois o índice de recusa familiar no Piauí ainda é muito elevado, chegando a 64%. A média nacional é de 44%. O país possui atualmente uma taxa de 14,3 doadores por milhão de habitantes, ocupando a 15º colocação mundial.

No Piauí, são apenas seis doadores por milhão de pessoas. Dados revelam ainda que a fila de espera por um transplante no Estado chega a 500 pessoas (córnea e rim), sendo que o HGV é o único que conta com uma equipe para retirada multiorgânica e que realiza transplante renal.

“Quando a família conhece e percebe a transparência que envolve todo o processo de doação, ela se sente mais segura e, assim, aumentam as chances dela se tornar doadora. Tudo deve ser feito com muito cuidado e responsabilidade, pois é preciso entender que aquelas pessoas estão vivendo um momento difícil, que é a perda de um ente querido”, completa.

O psicólogo Pedro Henrique participa do curso e diz que esse tipo de atividade precisa acontecer mais, para despertar nos profissionais e na sociedade a importância do ato de doar. “Devemos ter consciência de que muitas pessoas estão precisando de um transplante para ter uma melhor qualidade de vida. Enquanto que outras aguardam por um para continuar sobrevivendo”, pontua.

A capacitação é promovida pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (Cncdo-Pi) e a Organização de Procura de Órgão e Tecidos (OPO/PI) e organizado pelo Núcleo de Educação Permanente (Nep) do HGV.

Por Solinan Barbosa