Audiência no Ministério Público
O secretário de Estado da Saúde, Ernani Maia, e o diretor geral da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), Francisco Martins, definiram novas adequações para melhorarem os serviços na Maternidade. A audiência ocorreu na manhã desta terça-feira (30), após recomendação do Ministério Público Estadual, através da Promotoria da Saúde Pública, coordenada pela promotora Cláudia Seabra, para algumas importantes adequações, dentre elas, a destinação de 100% dos leitos da MDER ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reunião deu início a um amplo processo de mudanças e readequações na Maternidade Dona Evangelina Rosa, que serão reafirmadas numa futura assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O encontro aconteceu na sede do Ministério Público Estadual, sob a coordenação da promotora de justiça, Cláudia Seabra. Além do secretário Ernani Maia e do diretor da MDER, Francisco Martins, também estiveram presentes técnicos e assessores da Sesapi e médicos e demais representantes da Maternidade.
Com a definição dos ajustes e o estabelecimento de prazos específicos para cada adequação, a MDER passará por um intenso processo de modernização e reestruturação. É que além da destinação de todos os leitos ao atendimento via SUS, a instituição também será reabastecida com novos equipamentos, adequações em sua estrutura física e contratação de profissionais para o suprimento da demanda, crescente a cada ano.
“Nós estamos sensíveis aos problemas que estão acontecendo com a nossa Maternidade e, por isso, estamos assinando este documento, no sentido de restabelecer o melhor atendimento à população. Só precisamos ressaltar que devemos, antes de tudo, respeitar os princípios de Lei de Responsabilidade Fiscal e conseguir fazer essas readequações paulatinamente”, disse Ernani Maia.
A MDER é a maior maternidade do Piauí e responsável, dentre outros casos, especialmente, pelos de maiores riscos e complexidade. Mas, atualmente, cerca de 50 partos são feitos, diariamente, pela Evangelina Rosa, enquanto as demais maternidades municipais não conseguem atender à demanda que deveria ser compreendida pelo sistema de saúde da capital, comprometendo e elevando a demanda, excessivamente, na MDER.
“Nós estamos dispostos a melhorar nossos serviços, mas, entendemos que a capital também precisar reaver seu posicionamento de atendimento às grávidas que não demandam alta complexidade. As maternidades municipais, se restabelecerem seus serviços, também influenciarão no retorno do bom funcionamento da MDER”, ressaltou Francisco Martins.
Por Flávio Moura